quarta-feira, novembro 07, 2007

Sentido Decrescente


Ah, doces sinfonias reguladas ao ritmo do coração!
Ah, doces contravenções em compasso com a alma
em descompasso com o mundo.
Armaduras de papel plissadas ao calor do sangue.
Agudas hastes cravadas na carne feita de amor.
Pesadas ilusões do tamanho de estrelas morrendo de realidade...

Banalidades superficiais.
Caminhos densos
Sorte perdida, alma desprendida.
Passarela inacabada que nos levaria ao outro mundo onde
nos amaríamos sem receio e sem medo e sem tempo finito.

E presente não depende de passado,
E futuro é promessa doce...

(Meu coração acelerado. Canção de ninar. Seus braços, meu lar. Principe Encantado perdido encontra princesa solitária. - Maldições e Pactos. Dilacerações no canto negro de uma alma secreta...)
Sentido decrescente, o mundo gira, ramos me levam, me deixam, me esperam? Ah, esperassem... Quem dera...

Renata Lôbo

Um comentário:

Diógenes disse...

wOoowW!!! Os seus finais são os melhores! Esse em especial me fez acelerar a leitura, só pelo ritmo dele... difícil de explicar, mas não importa! Muito bom!